Emprego
09/03/2010
Oficiais da Brigada Militar rejeitam mais uma vez proposta do governo
Representantes dos oficiais da Brigada Militar rejeitaram mais uma vez a proposta salarial apresentada pelo governo do Estado. O líder do governo Adílson Troca esteve, pela manhã, reunido com os dirigentes das duas associações que representam cabos, soldados, sargentos e tenentes, apresentando a nova proposta de aumentar o valor da matriz salarial para ampliar os reajustes dos soldados e servidores de nível médio.
Para viabilizar a proposta e atender as categorias intermediárias, o governo reduziria o reajuste que estava concedendo aos soldados e retiraria a retroatividade de março do ano passado de 19% a que os oficiais superiores têm direito. As entidades acenaram positivamente à nova proposta, mas os oficiais, em reunião com o líder do governo, rejeitaram. O impasse, portanto, continua e agora é a posição dos oficiais e não mais das outras entidades que coloca em risco o aumento para toda a corporação neste ano.
O governo, para atender os brigadianos de nível médio, na nova fórmula, aumentaria a massa salarial prevista para este ano de R$111 milhões para R$175 milhões. Para aumentar ainda mais esse bolo, o Palácio Piratini colocaria nessa matriz os recursos do percentual de 9,1% que seriam dados aos soldados, além dos recursos provenientes do fim da retroatividade do reajuste de 19,9% dos oficiais.
Com isso, todos os soldados, com exceção dos oficiais superiores, passariam a ganhar índice de aumento somente baseado na matriz. O presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar, coronel Jorge Braga, disse que, para atender as categorias intermediárias, o governo está reduzindo o reajuste que seria concedido aos soldados e aos coronéis. Os soldados, por exemplo, que ganhariam 9,1% pela proposta atual e a matriz salarial de 16%, passariam a ganhar aumento de 12% como todos os demais. O coronel disse que cabe ao governo solucionar esse impasse, sob pena de ser responsabilizado por não conceder aumento à Brigada Militar.
Outras categorias
Servidores públicos de diversos setores da administração ocuparam, durante toda a manhã, o segundo andar da Assembleia Legislativa, onde fica a presidência do Parlamento. Eles reivindicam melhorias salariais e funcionais que precisam ser aprovadas ainda este mês em função da lei eleitoral.
Representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas do Estado que reivindicam 9% no reajuste dos subsídios não foram contemplados, pelo menos hoje, na Comissão de Constituição e Justiça porque o pedido de vistas adiou a votação do projeto. Os integrantes das carreiras da Secretaria da Fazenda terão que esperar até a próxima semana para saber se as propostas serão votadas.
As bancadas receberam, na última segunda-feira, posição do governo sobre as mais de 100 emendas que foram sugeridas. Os parlamentares querem agora fazer um balanço sobre o que foi aceito para avaliar se suas propostas centrais foram acatadas. Técnicos fazendários que rejeitam os projetos das carreiras da Fazenda - porque seriam prejudicados - também estiveram no Legislativo.
Fonte: Rádio Guaíba |