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19/05/2017 | 21:41:09

Jerônimo diz que nunca escondeu doação para a campanha da JBS



Pelo menos quatro políticos gaúchos são citados pela JBS por supostamente terem recebido vantagem indevida da empresa. Os deputados Alceu Moreira (PMDB), Onyx Lorenzoni (DEM), Jerônimo Goergen (PP) e o ex-deputado e ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira são citados por Joesley Batista e Ricardo Saud. As informações são do jornal Zero Hora.


Moreira, Onyx e Goergen teriam recebido o dinheiro no Rio Grande do Sul, entregue pelo presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Carne Bovina, Antônio Jorge Camardelli. A JBS relata um pagamento de R$ 200 mil em espécie a Moreira no dia 27 de agosto de 2014. O mesmo valor, também em dinheiro vivo, teria sido entregue a Onyx em 12 de setembro de 2014. No mesmo dia, Goergen aparece como supostamente tendo recebido R$ 100 mil. 


Goergen é o único a ter declarado doações oficiais da JBS na eleição de 2014. No total, ele informou à Justiça Eleitoral cinco repasses da JBS, via direção nacional do partido, no valor de R$ 850 mil. Nenhum dessas doações, contudo, tem data de registro em setembro. Duas teriam sido feitas em julho e as outras três em outubro. 


Segundo os delatores, os pagamentos teriam sido feitos para financiar, via caixa 2 e doação oficial, as campanhas eleitorais. Em geral, os pedidos chegavam a Saud, que submetia a doação a Joesley, a quem cabia autorizar os repasses. Os pagamentos serviriam para que os políticos ajudassem a empresa e não criassem antipatia aos interesses do grupo.


– Se o senhor me permitir, gostaria de chamar de reservatório da boa vontade –explica Saud aos procuradores.


O que disse o deputado federal Jerônimo Goergen (PP) à reportagem do jornal Zero Hora:


"Em todas as campanhas que disputei, sempre recebi apoio da JBS em razão do ministro Pratini De Moraes. Trabalhei com ele no ministério (da Agricultura), e ele virou diretor da JBS. Recebi, no último pleito, R$ 400 mil. Também teve outro depósito, de outra empresa do mesmo grupo, acho que são mais R$ 450 mil. Como veio esse dinheiro? Veio pelo diretório nacional. Estou surpreso porque nunca neguei que recebia apoio da empresa. Sempre foi tudo oficial, declarado na Justiça Eleitoral."


Fotos: Luis Macedo, Alexandra Martins e Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados / Câmara dos Deputados


 

Fonte: Com informações do jornal Zero Hora
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