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13/11/2017 | 13:22:39

Professor e alunos da UFFS encontram peixe ameaçado de extinção


Foto: Reprodução Facebook

Em uma das pesquisas de campo realizadas no Rio Piratinim, no município de São Nicolau (RS), o professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) – Campus Cerro Largo, David Reynalte-Tataje, e seus alunos de mestrado e graduação, encontraram ovos do peixe piracanjuba, espécie em extinção no estado. 


Os ovos foram capturados bem no início do desenvolvimento, ou seja, tinham, no máximo, uma hora desde o momento da desova.


Segundo o Livro Vermelho: Listas das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Rio Grande do Sul, o piracanjuba é uma das quatro espécies que estão classificadas entre os 'criticamente em perigo', que significa que está sujeito a risco extremamente alto de extinção em um futuro imediato.


Este peixe está ameado de desparecer em razão das alterações ambientais. O professor David explica que essa espécie se reproduz em ambiente de correnteza, onde tem mais oxigênio, e os ovos conseguem estar sempre em movimento. “Se tiver em água parada o ovo cai no fundo e sua membrana estoura”, explica. 


Nas regiões do Alto Uruguai (divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e do Baixo Uruguai a quantidade de barragens dificulta a reprodução desse peixe. “A extensão do rio nesses locais é pequena e foi prejudicada pela presença de barragens. Em 15 anos trabalhando nessa área, nunca encontrei um piracanjuba, nem adulto, muito menos larva ou ovo”, argumenta o pesquisador. 


No rio Paraguai e no rio Paraná a presença desta espécie está restrita e desapareceu nos locais onde tem barragens. Para ele, a região do Médio Uruguai está em melhor situação com relação à presença da Piracanjuba. “Só neste trecho, onde ainda não existem barragens no canal principal do rio Uruguai, é que esses peixes encontram espaço ideal para se reproduzirem. Se houver construção de barragens, a espécie entrará em colapso. Não tem meio termo”, adverte o pesquisador.


O Livro Vermelho explica que, apesar da extinção das espécies ser um processo natural, o ser humano acaba acelerando esse processo ou mesmo reduzindo em extensão e em qualidade os hábitats da maior parte dos demais seres vivos.


 

Fonte: Assessoria de Comunicação da Universidade Federal da Frontei
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