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06/12/2017 | 22:48:19

Copom reduz juros básicos para 7% ao ano, o menor nível da história


Equipe econômica do governo Temer comemora queda da Selic

Pela décima vez seguida, o Banco Central (BC) baixou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu hoje (6) a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, de 7,5% ao ano para 7% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.


Com a redução de hoje, a Selic atinge o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, anteriormente o nível mais baixo da história, e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Somente em outubro do ano passado, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia.


Apesar do corte, o Banco Central está afrouxando menos a política monetária. De abril a setembro, o Copom havia reduzido a Selic em 1 ponto percentual. O ritmo de corte caiu para 0,75 ponto em outubro e 0,5 ponto na reunião de hoje. Em nota, o BC informou que a inflação está se comportando como o esperado e indicou que pode continuar a cortar os juros básicos na próxima reunião do Copom, no fim de janeiro.


A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,42% em outubro. Nos 12 meses terminados em outubro, o índice acumula 2,7%, abaixo do piso da meta de inflação, que é de 3%.



Conforme o economista Argemiro Brum, quando pensamos em juros reais, porém, o corte é bem menos expressivo. Juros reais são aqueles que descontam a inflação do preço do dinheiro e, por isso, são uma medida muito mais fiel para entender o peso dos juros nas operações de crédito. Vale para o crédito contratado para uma empresa investir, vale para o cheque especial, ou para qualquer outro tipo de contratação feita nas instituições financeiras.


Assim como a taxa que desconta o peso da inflação, os juros praticados pela economia caíram, mas de forma bem mais modesta do que a Selic. De acordo com os dados da Nota de Política Monetária à imprensa e Operações de Crédito, divulgada no último dia 24 pelo Banco Central, o juros cobrados no cheque especial, por exemplo, estavam em 323,7% ao ano em outubro e sofreram uma queda irrisória em um ano: eram 328,5% ao ano em outubro de 2016. No cartão de crédito, 337,9%.


 



 


Fonte: Agência Brasil
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