Outras plataformas:
07/12/2018 | 07:23:37

Novas buscas com cães farejadores terminam sem pistas do paradeiro de gerente em Anta Gorda


Jacir Potrich (esquerda), ao lado da esposa, Adriane (direita), e do filho, hoje com 26 anos - reprodução / reprodução

Em busca de pistas sobre o paradeiro do gerente de banco Jacir Potrich, 55 anos, equipes com cães farejadores percorreram a área próxima do condomínio onde fica a residência da família em Anta Gorda, no Vale do Taquari. Nos últimos dois dias, bombeiros e policiais fizeram buscas em um raio de dois quilômetros quadrados à procura de vestígios do bancário. Mais uma vez, sem sucesso.


O mistério que cerca o desaparecimento de Potrich, no município de 6 mil habitantes, estende-se por mais de três semanas. Na noite de 13 de novembro, o gerente do Sicredi sumiu da casa onde morava com a mulher e um sobrinho dela. A moradia está localizada em condomínio fechado, afastado da área urbana, com apenas outros dois imóveis. Para chegar até as residências, é preciso passar pela portaria. No entanto, há acesso pela área dos fundos.


Nesta semana, equipes de Santa Cruz do Sul e da Capital percorreram a área próxima da casa e depois se embrenharam em matagais nos fundos da propriedade. A maior parte da procura foi concentrada em área fora do condomínio. O perímetro, segundo o delegado Guilherme Pacífico, foi definido a partir do ponto do desaparecimento. A ação foi mantida em sigilo até esta quinta-feira (6).


— Precisávamos esgotar algumas possibilidades, que, com o decorrer do tempo, poderiam apresentar algum tipo de sinal, a localização de um corpo enterrado, por exemplo. Por isso, foram feitas buscas com cães de faro, que podem tanto localizar pessoas vivas, como cadáveres — afirmou.


Os bombeiros já tinham reduzido o nível de água de açude perto da propriedade para facilitar as buscas. Ao longo da investigação, na residência da família, foram feitas perícias. O resultado dessa análise é mantido em sigilo por Pacífico.


— Já fizemos diversas perícias. Estamos em total sintonia com o Instituto-Geral de Perícias (IGP). Cada minuto que passa é uma angústia para a família, mas para nós é um minuto a mais de conhecimento e avanço no trabalho investigativo — explica.


Sobre a hipótese de sequestro, inicialmente considerada a mais provável pela polícia, Pacífico diz que nada pode ser descartado, mas reconhece que não houve pedido de resgate. Buscas com cães foram feitas em locais que poderiam ser cativeiros.


— Tecnicamente, não houve sequestro, não houve extorsão, nem contra a instituição financeira e nem contra a família. Até presente data, não temos prova de vida. Mas não é um crime tão incomum — analisa.


A polícia já ouviu mais de 60 pessoas para tentar traçar o perfil do gerente, os últimos passos antes do desaparecimento e as possíveis motivações para o sumiço. O delegado diz que o caso é considerado prioritário e conta com auxílio do Departamento de Investigações Criminais (Deic).


— As pessoas só falam disso aqui. Diariamente está no inconsciente de todo mundo. Querem saber o que aconteceu com Jacir Potrich e a quem interessa esse desaparecimento ou morte. Nossa obrigação é emprestar o máximo de atenção e do nosso conhecimento, da expertise investigatória ao caso — afirma.


O sumiço


O sobrinho do casal, de 24 anos, teria sido o primeiro a perceber a falta de Potrich. A mulher do bancário, Adriane Balestreri Potrich, 53 anos, relatou que estava em Passo Fundo naquela noite. Ela disse que o jovem entrou em contato com ela por WhatsApp comentando que o tio não estava na casa, por volta das 20h30min.


A contadora disse que imaginou que ele estava em alguma pescaria e só começou a se preocupar na manhã seguinte. Ao tentar falar com o marido por telefone para avisar que estava saindo de Passo Fundo, na quarta-feira, 14 de novembro, a chamada teria caído na caixa de mensagens. No mesmo dia, o desaparecimento foi informado à polícia.


Câmeras


Câmeras mostram o gerente chegando ao condomínio às 19h07min da noite do sumiço. Ele entra na casa e passa pela porta dos fundos, com balde, no qual estariam peixes fisgados no açude de um amigo, e um copo. O bancário caminha em direção ao quiosque da piscina. Os peixes foram limpos e guardados na geladeira. A pia, as facas e a tesoura usadas ficaram sujos. Potrich não teria dormido em casa, já que o quarto do casal estava intacto.


Postado por Paulo Marques

Fonte: Gaúcha ZH
MAIS NOTÍCIAS


Rádio Colonial AM - 1460 Khz
Travessa Dr. Bruno Dockhorn, n°18
Centro - Três de Maio/RS
Cep: 98910-000
Fone/Fax: (55) 3535-1022

E-mails
· colonialam@gmail.com
· colonialouvinte@gmail.com (para ouvintes enviarem seus recados)
ENCONTRE-NOS NO FACEBOOK