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Saúde

Osmar Terra volta a afirmar que não há prova científica de que quarentena funcione

  • 14/05/2020 - 17:03
  • Atualizado 14/05/2020 - 20:04
Osmar Terra volta a afirmar que não há prova científica de que quarentena funcione

Como havia feito no dia 21 de abril na Colonial FM, o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) voltou a criticar a quarentena como forma de se evitar a propagação do coronavírus em entrevista à Rádio Gaúcha na manhã desta quinta-feira (14). Para o ex-ministro, essa é uma "noção equivocada", que criou um "efeito de manada" e foi extremamente prejudicial à economia.

Ao longo da entrevista, o médico disse que teve de lidar com a epidemia de H1N1 no Rio Grande do Sul. Defendeu, também, que todas as epidemias têm prazo para começar, chegar ao ápice e terminar.

— As epidemias virais tem um padrão, e isso não está sendo falado na imprensa. Todas elas têm um prazo para começar, chegar ao ápice e terminar. Todas. Eu não estou falando isso de orelha de livro (...), eu estou falando isso de experiência vivida que poucas pessoas têm. Eu tive oportunidade de estar no front de várias epidemias no RS, eu aprendi muito com isso — disse. — Eu já vivi isso na ponta, eu sei como funciona uma epidemia — acrescentou.

O médico se opôs fortemente à noção de que a quarentena é um bom método para conter o avanço do coronavírus. Citou como exemplo o fato de que, de acordo com ele, grande parte das pessoas se infectam dentro de casa.

— (...) Quarentena não funciona, não há nenhuma prova científica de que quarentena funciona, ainda mais num país como o Brasil, onde só rico faz quarentena (...). Não reduziu em lugar nenhum do mundo o número de mortos — afirmou. — Os 13 mil mortos que tem no Brasil foram em plena quarentena — defendeu.

Ao ser questionado sobre o fato de que o número de óbitos seria muito maior no Brasil caso não houvesse quarentena, Terra afirmou que não há prova científica.

— Quem é que te prova isso? Projeção não é prova científica, projeção qualquer um pode fazer, eu quero prova científica (...). Equívoco está em dizer para as pessoas que não podem sair na rua. É fazer uma quarentena brutal para as pessoas e não diminuir uma morte — reagiu.

Fonte: Rádio Gaúcha