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Agricultura

Preço da soja em alta é atribuído ao câmbio

  • 18/05/2020 - 10:37
Preço da soja em alta é atribuído ao câmbio
Emater

A colheita da soja está tecnicamente concluída na região da Fronteira Noroeste. Em Três de Maio, a estiagem causou uma quebra de 23% na produção estimada para o município. A produtividade esperada que era de 3,3 mil quilos por hectare, ou seja, 55 sacas, ficou em 2,5 mil quilos por hectare, isto é, 42 sacas.

Enquanto os produtores encerram a colheita da chamada safrinha, seguem ocorrendo as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural. Até esta quarta-feira (13) foram realizadas 9.808 vistorias de Proagro em lavouras de soja de todo o estado por técnicos da Emater.

De acordo com o Informativo Conjuntural, elaborado e divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (14), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, a totalidade de solicitações em culturas e hortigranjeiros chega a 17.099 vistorias. Os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro de 2019.

Em geral, a safra foi marcada por perdas na produtividade com diferenças entre os municípios produtores, conforme a distribuição das chuvas ao longo do período de cultivo.

Os produtores de soja estão diante de uma situação inédita neste fim do ciclo 2019/2020 da cultura. O preço da saca de 60 quilos disparou, algo incomum para um período em que, tradicionalmente, a oferta tende a estar em alta.

Os números mais recentes disponíveis indicam preço de R$ 111,50 em 14 de maio no porto de Rio Grande. Já o Informativo Conjuntural da Emater cotação máxima de R$ 106 no período de 11 a 15 de maio, enquanto a média histórica do mês é de R$ 76,13.

Dirigentes de entidades do agronegócio alertam que a alta do dólar eleva a cotação em reais, mas esconde o recuo da cotação na moeda americana. Nos Estados Unidos, principal concorrente do Brasil no mercado internacional, a cotação do bushel, em 30 de abril deste ano, foi de 8,56 dólares, contra 9,62 dólares no ano passada.

Conforme o economista Argemiro Brum, o produtor que tiver soja tem que aproveitar essa boa fase para vender ou travar preços no mercado futuro:

- Seria um erro estratégico não aproveitar preços que são os maiores nominais em reais da história. Isso não quer dizer que não pode aumentar um pouco mais. Mas já são preços excepcionais – afirma Brum.

O vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja/RS), Luís Fernando Fucks lembra, no entanto, que 70% dos agricultores já venderam o grão porque o volume colhido é menor e os compromissos precisam ser cumpridos.

Fonte: Redação