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Educação

Leite descarta volta às aulas nas escolas estaduais nas próximas semanas

  • 26/05/2020 - 08:09
Leite descarta volta às aulas nas escolas estaduais nas próximas semanas
Gustavo Mansur/Palácio Piratini

O governador Eduardo Leite descartou, em entrevista ao vivo na noite desta segunda-feira (25) pelo Instagram do Jornal do Comércio, que a rede pública estadual de ensino volte às aulas nas "próximas semanas". "Já antecipo: não vamos voltar presencialmente, vai ter um retorno com ensino remoto", afirmou Leite, que anuncia nesta quarta-feira (27) como serão as orientações e os protocolos para orientar as escolas da rede pública e privada nas atividades.

As aulas estão suspensas devido à pandemia do novo coronavírus desde o fim de março, atingindo mais de 2,4 milhões de estudantes, desde a educação infantil até universidades. Já o prazo para o retorno presencial, o governador disse que vai anunciar junto com as medidas. Segundo ele, vai ter casos em que será possível voltar em junho e outros em julho. "Planejamos algo faseado para ser apresentado na quarta-feira", indicou.

Leite garantiu que está definindo com as áreas técnicas o que será possível voltar presencialmente, como em instituições que tenham menos alunos, citou. "Casos mais urgentes, como de quem está terminando cursos e precisa de laboratórios", exemplificou.

Leite comentou que o período do inverno demanda mais rede de atendimento, pois há aumento de doenças respiratórias. Além disso, as pessoas mantêm os locais mais fechados por causa do frio, o que facilita a contaminação. Estes dois itens devem pesar na análise sobre as condições reais e seguras para o retorno das aulas presenciais. "Se mudarem números e tendências (de casos), pode-se dar um passo atrás", preveniu.

Sobre a educação infantil, setor em que cresce a pressão devido à necessidade de pessoas que trabalham e pela redução de receita dos estabelecimentos, o governador disse que "pessoalmente" avalia que, com protocolos rigorosos na área sanitária, pais que não tenham onde deixar os filhos poderiam levar as crianças à escola.

 

Fonte: Jornal do Comércio