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Agricultura

Gafanhotos já atacam lavouras de soja em Santo Augusto e São Valério do Sul

  • 02/12/2020 - 10:04
Gafanhotos já atacam lavouras de soja em Santo Augusto e São Valério do Sul
Prefeitura de Santo Augusto

Os gafanhotos localizados por agricultores no sábado em Santo Augusto e São Valério do Sul começaram a atacar lavouras de soja. Segundo Luiz Carlos Pommer, técnico agrícola do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santo Augusto, os insetos, que ocupam uma faixa de 700 a mil metros de extensão, já chegaram a algumas plantações.

Ele conta que os insetos migraram para as lavouras depois de comerem folhas de árvores timbó às margens das propriedades.

- Eles deixaram só o talo e o tronco das árvores. E, na medida que o timbó vai acabando, estão começando a migrar para a soja. Desde sábado, começaram a comer a beiradas das lavouras", relata o técnico.

Pommer também observa que foram encontras ninfas, o que só aumenta a preocupação.

- Cada um pode colocar de 100 a 200 ovos. Ou seja, se não houver controle, a população de insetos pode triplicar - ressalta.

Por enquanto, a aplicação de inseticidas não está autorizada pelo Ministério da Agricultura porque 85% dos insetos ainda estão na mata e isso colocaria em risco, também, outros insetos e aves, causando problemas ambientais.

Fiscais agropecuários do Estado inspecionaram os focos de gafanhotos para avaliar os danos e coletar material para identificação da espécie.

- Mas já se sabe que é uma espécie nativa da região. Este gafanhoto não forma nuvem, se aglomera em grupos de forma separada e aleatória, e não tem poder de voo e de percorrer grandes distâncias - observa Alonso Andrade, fiscal agropecuário estadual.

Chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, o agrônomo Ricardo Felicetti afirma que os surtos na região são "infestações pontuais de espécies locais que ocorrem normalmente em anos mais secos como esse".

A Secretaria também orienta que, caso detecte registros na propriedade, o produtor entre em contato com a pasta ou com a rede de vigilância, composta pelas inspetorias e escritórios de defesa agropecuária da secretaria e os escritórios municipais da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Redação