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Saúde

Primeiro mapa preliminar do distanciamento controlado de 2021 coloca uma região do RS em bandeira preta

Bagé retorna à classificação que aponta risco epidemiológico altíssimo

  • 02/01/2021 - 05:33
  • Atualizado 02/01/2021 - 05:36
Primeiro mapa preliminar do distanciamento controlado de 2021 coloca uma região do RS em bandeira preta
Governo do RS / Divulgação

A região de Bagé retorna à bandeira preta no primeiro mapa preliminar de distanciamento controlado do Rio Grande do Sul em 2021. Depois de duas semanas com classificações mais brandas (vermelha e laranja, respectivamente), os municípios dessa área voltam a ser considerados como locais de risco epidemiológico altíssimo.


De acordo com o comunicado divulgado no site do governo estadual no início da noite desta sexta-feira (1º), a região retrocedeu à cor que corresponde a restrições mais rigorosas, nesta 35ª rodada de vigência do modelo, devido ao “resultado da combinação entre a piora no número de leitos livres e de pacientes com covid-19 na macrorregião Sul e ao fato de a região apresentar bandeira preta no indicador de hospitalizações para cada 100 mil habitantes”.

O mapa do distanciamento controlado é dividido em 21 regiões e sete macrorregiões. A região de Bagé está inserida na macrorregião Sul.
Isso acarreta o acionamento de uma nova regra, que envolve dois dos 11 indicadores analisados para a composição dos mapas, como foi exposto acima: o indicador 6, referente a hospitalizações para cada 100 mil habitantes da região, e o indicador 8, que diz respeito a leitos livres e leitos para pacientes com covid-19 na respectiva macrorregião. Quando determinada região apresentar elevada quantidade de novas internações de pacientes com diagnóstico confirmado de covid-19 (observando-se o local de residência) e, ao mesmo tempo, estiver inserida em uma macrorregião com baixa capacidade hospitalar, isso servirá de alerta aos técnicos que analisam os dados semanalmente.

O governo gaúcho argumenta que se trata de um “refinamento necessário” no modelo, uma vez que, quando a capacidade hospitalar está próximo de atingir o limite, os indicadores “velocidade de avanço” e “variação da capacidade de atendimento” são prejudicados — mesmo havendo demanda por leitos, essas vagas podem não ser preenchidas devido à lotação reservada para doentes com covid-19 nos hospitais. Trata-se, para a administração estadual, de um aprimoramento para melhor refletir a realidade e evitar o esgotamento de vagas no sistema de saúde.

A nova regra foi apresentada na tarde desta sexta-feira, e os envolvidos ainda tentavam traduzir os pormenores à imprensa depois de um feriado de intensa mobilização. 

Geraldo Gomes, secretário de Saúde de Bagé, afirmou estar surpreso com a divulgação da bandeira preta, logo após uma semana de bandeira laranja. Relatou que aguardava com expectativa, inclusive, uma possível melhora na avaliação local.

– Difícil entender por que Bagé foi penalizada. Temos leitos de UTI e leitos clínicos sobrando. A população está consciente, não tem aglomeração. Restaurantes e comércio estão seguindo os protocolos – argumentou Gomes. 

A equipe ainda está tentando entender as modificações, e uma contestação deverá ser apresentada. Os recursos podem ser ser enviados ao Piratini até as 7h deste domingo (3). 

– Será  um final de semana de trabalho – adiantou o secretário.

Em relação ao restante do Estado, 13 regiões ficaram em bandeira vermelha (risco epidemiológico alto) e sete em bandeira laranja (risco médio). A versão definitiva do mapa será divulgada na próxima segunda-feira (4).

No último mapa definitivo do distanciamento controlado de 2020, divulgado em 28 de dezembro, o Palácio Piratini negou os recursos e manteve as 15 regiões previamente destacadas com bandeira vermelha (alto risco epidemiológico) na mesma classificação. As outras seis regiões receberam bandeira laranja (risco médio). 

A nova regra
Estabelece bandeira vermelha se ambas as condições forem satisfeitas:

  • O indicador 6 (hospitalizações para cada 100 mil habitantes da região) apresentar bandeira vermelha ou preta;
  • O indicador 8 (leitos livres/leitos covid-19 da macrorregião) estiver menor ou igual a 0,8.
  • Estabelece bandeira preta se ambas condições forem satisfeitas:
  • O indicador 6 (hospitalizações para cada 100 mil habitantes da região) apresentar bandeira preta;
  • O indicador 8 (leitos livres/leitos covid-19 da macrorregião) estiver menor ou igual a 0,3.

Regiões que apresentaram piora
De bandeira laranja para preta

  • Bagé

De bandeira laranja para vermelha

  • Pelotas

Regiões que permanecem com a mesma bandeira anterior

Vermelha

  • Cachoeira do Sul
  • Canoas 
  • Capão da Canoa
  • Caxias do Sul
  • Ijuí
  • Lajeado
  • Palmeira das Missões
  • Passo Fundo
  • Porto Alegre
  • Santa Cruz do Sul
  • Santa Rosa
  • Santo Ângelo
  • Laranja
  • Cruz Alta
  • Guaíba
  • Novo Hamburgo
  • Taquara

Regiões que apresentaram melhora
De bandeira vermelha para laranja

  • Santa Maria

Postado por Paulo Marques

Fonte: GZH