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Inter perde para o Olimpia nos pênaltis, revive trauma e está fora da Libertadores

Time colorado empata sem gols, repete frustração de 1989 e agora foca apenas no Brasileirão

  • 22/07/2021 - 23:47
Inter perde para o Olimpia nos pênaltis, revive trauma e está fora da Libertadores
André Ávila / Agencia RBS

O Inter desperdiçou a chance de que o futebol proporcionou. No reencontro com o Olimpia, 32 anos depois da tragédia esportiva de 1989, o resultado foi tão traumático como aquele. A única diferença é que não tinha arquibancadas lotadas para ver a eliminação colorada nas oitavas de final da Libertadores. De resto, o roteiro foi bem parecido. O time da casa, com Diego Aguirre (como naquela vez), criou mais de uma dezena de oportunidades, perdeu um pênalti com um jogador que nunca tinha errado e, por uma incrível coincidência, caiu nos pênaltis.

Edenilson começou fazendo para o Inter. Alejandro Silva, com categoria, empatou. Boschilia converteu. Pitta deixou tudo igual. Moisés acertou o ângulo. Ojeda também encontrou o ângulo. Mauricio bateu e Aguilar chegou a tocar na bola, mas entrou. Ortiz tirou Daniel da foto. Na quinta cobrança, Galhardo chutou para fora. Dérliz González chutou no meio do gol e eliminou o Inter.

Diego Aguirre surpreendeu. Saiu jogando com Yuri Alberto e Thiago Galhardo juntos. E sem mexer na estrutura do time. Para ter os dois jogadores que mais fazem gol ao mesmo tempo, abriu Yuri pela direita e deixou Galhardo como centroavante. Na esquerda, o escolhido foi Patrick. No Olimpia, Sergio Ortemann mudou o desenho, montando o meio-campo com um tripé atrás de Derlis González. 

O Inter começou ao estilo de seu técnico, que gosta de intensidade nos instantes iniciais. Aos cinco minutos, teve a primeira chance. Taison recebeu a bola com espaço e tempo, adiantou e passou a Yuri, que entrava sozinho. O domínio não foi tão bom, a bola escapou um pouco, mas ainda assim, ele encheu o pé e carimbou o peito do goleiro. O Olimpia respondeu aos nove. Um bate-rebate não foi afastado pela defesa, González conseguiu dar um calcanhar como aquele famoso de Higuita e Recalde chutou perto da trave.

Nova chance para o Inter, aos 16. Uma tabela pela direita, Yuri entregou para Taison, que dominou e bateu rápido, mas a bola ficou na rede por fora. Três minutos depois, a mais clara das oportunidades até então. Um lançamento para a frente foi vencido no alto por Yuri e ficou para Galhardo, sozinho. Cara a cara com o goleiro, ele pareceu se preocupar mais com a carga do zagueiro do que a conclusão e perdeu, chutando em cima de Aguilar.

A falta de sorte deu as caras nesse retorno de Taison aos 22. Ele fez tudo sozinho, e certo. Arrancou de trás, achou espaço, driblou adversários, trouxe para dentro e bateu tirando do goleiro. E a bola pegou na trave.

Aos 27, Taison marcaria seu gol. Galhardo foi lançado por Moisés, ganhou da defesa e atravessou a bola para Yuri. O atacante conseguiu evitar a saída e cruzar para Taison desviar de cabeça para a rede. Mas após a conclusão, o auxiliar assinalou impedimento de Galhardo, o VAR corroborou e o lance foi anulado.

Patrick, sentido dores, deixou o campo aos 30. Mauricio entrou em seu lugar. Aos 33, a quarta chance clara: Moisés cobrou falta da esquerda, Galhardo cabeceou livre, de novo em cima do goleiro. A quinta também foi dele. Novamente Moisés, pela esquerda, cruzou, o centroavante concluiu dividindo com o zagueiro e pegou o próprio rebote, mas chutou para fora. Aguilar fez sua maior defesa aos 40. Mauricio cruzou, Galhardo não alcançou e Yuri bateu de primeira. O goleiro saltou e espalmou com muita agilidade.

O primeiro tempo acabou com o Inter pressionando, criando, armando... e desperdiçando. O segundo iniciou-se idêntico. Aos quatro minutos, Galhardo levou uma bolada de um zagueiro e ficou com a bola. Tinha espaço para progredir ou até para passar para um companheiro que entrava pelo meio. Mas ele se precipitou e chutou para fora.

A pressão seguia. O Inter dominava completamente as ações, chegava até a beira da área e não conseguia achar espaço para a conclusão. Aos 19, Moisés cobrou escanteio, Cuesta saltou mais do que a defesa, cabeceou e Pitta salvou de cabeça a bola que tinha passado do goleiro.

Aos 21, chegou a chance aguardada. Galhardo cruzou na área, Yuri não alcançou e, quando Taison pegou o rebote, foi abalroado pelo zagueiro. Pênalti. Edenilson, que nunca tinha desperdiçado uma cobrança pelo Inter, bateu e Aguilar defendeu.

Depois desse lance, o Olimpia cresceu e pela primeira vez levou perigo. Foram dois chutes, um Bruno Méndez cortou e outro foi para fora.

Aguirre se atirou para o ataque. Tirou Heitor e colocou Boschilia. Com isso, Edenilson foi para a lateral. Sem a resposta desejada, fez as últimas: saíram Taison e Yuri Alberto, entraram Vinícius Mello e Palacios.

Postado por Paulo Marques

Fonte: GZH