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Agricultura

Maior parte das lavouras de soja está em fase de enchimentos de grãos

Maior parte das lavouras de soja está em fase de enchimentos de grãos
  • 26/02/2026 - 20:02
  • Atualizado 26/02/2026 - 21:06

A cultura da soja se encontra majoritariamente na fase de enchimento de grãos (60%), seguida por floração (28%), desenvolvimento vegetativo (8%) e maturação (4%). De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (26/02), a colheita está incipiente; ocorre apenas em algumas lavouras de ciclo mais precoce ou mais afetadas por restrição hídrica.

Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a Emater/RS-Ascar indica área cultivada de 6.742.236 hectares. Nova estimativa de produtividade da soja (e demais culturas) está sendo realizada e deverá ser divulgada na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no dia 10 de março.

As precipitações ocorridas entre 16 e 19/02 apresentaram maior abrangência espacial no território estadual, apesar das variações nos volumes acumulados entre regiões e municípios. Esses eventos promoveram recomposição significativa da umidade no solo, atenuando o estresse hídrico e contribuindo para a redução da irregularidade no desenvolvimento das lavouras, sobretudo nos cultivos em estádios reprodutivos.

No entanto, a restrição hídrica registrada em janeiro e na primeira quinzena de fevereiro, associada a temperaturas elevadas, resultou em perdas irreversíveis nas lavouras semeadas precocemente, principalmente em solos rasos, compactados ou com menor capacidade de retenção de água. Nesses cultivos, houve abortamento de flores e vagens, redução do porte das plantas, desfolha e encurtamento do ciclo fenológico.

A ocorrência de precipitações no período possibilitou a retomada do crescimento vegetativo e reprodutivo nas lavouras de semeadura intermediária e tardia, possibilitando a recuperação parcial do potencial produtivo e a diminuição da amplitude dos contrastes entre áreas.
Observa-se variabilidade no potencial produtivo, condicionada à distribuição das chuvas, à época de semeadura, ao ciclo das cultivares e às práticas de manejo. Apesar da recomposição hídrica no período, parte das perdas já se encontra consolidada, enquanto áreas beneficiadas por volumes mais regulares de precipitação mantêm potencial produtivo próximo ao inicialmente projetado.

MILHO
A colheita do milho avançou de forma lenta em decorrência das precipitações mais abrangentes do período, alcançando aproximadamente 60% da área cultivada no Estado. Nas áreas colhidas, a produtividade está próxima à projeção inicial, com menor impacto da insuficiência hídrica ao longo do ciclo. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Nova projeção será divulgada no início de março.

As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo (5%), floração (4%), enchimento de grãos (12%) e em maturação (19%). Houve redução da intensidade do estresse hídrico, o que contribuiu para mitigar perdas adicionais no potencial produtivo remanescente. Entretanto, em diversas áreas, as chuvas ocorreram de forma tardia, sem capacidade de reverter perdas já consolidadas em decorrência da restrição hídrica, registrada entre janeiro e a primeira quinzena de fevereiro.

MILHO SILAGEM
As precipitações ocorridas nas últimas semanas contribuíram para aliviar o estresse hídrico que afetava muitas lavouras. Na maior parte do Estado, as chuvas ajudaram a restabelecer a umidade do solo e permitiram recuperar parte das perdas de produtividade. Porém, há algumas localidades onde as chuvas não foram suficientes, e ocorrerão perdas relevantes.

Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha. A semeadura da cultura está finalizada em praticamente todo o Estado, e a colheita alcança 65% das áreas plantadas. Ainda há 9% de lavouras em início de maturação, 9% em enchimento de grãos, 5% em floração e 12% em desenvolvimento vegetativo.