Caminhoneiros de diferentes regiões do país estariam articulando uma paralisação nacional que pode começar nos próximos dias, contra a alta do diesel. Com adesão crescente entre autônomos e motoristas celetistas, o movimento deve avançar caso o governo não apresente medidas para conter os custos da categoria.
Ao R7, o presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a decisão vem sendo construída em assembleias e reflete a dificuldade crescente de manter a atividade diante dos custos. “Fizemos assembleia no Porto de Santos com a categoria. A maioria deliberou que, se não parar agora, vamos cruzar os braços. A conta não fecha”, disse.
De acordo com ele, o movimento tem caráter nacional e reúne adesão ampla tanto entre os profissionais autônomos quanto celetistas. “É uma manifestação nacional. Já temos o posicionamento do porto de Itajaí, de Santos, todas as regiões do Brasil. Eu diria que 95% do setor é favorável”, afirmou.
A orientação inicial das lideranças é que a paralisação ocorra sem bloqueios em rodovias, para evitar penalidades. “Tenho dado a orientação de que não parem em cima de rodovia, porque existe multa muito alta. Pare na sua casa, não saia para trabalhar, pare no posto de combustível. Mas, se precisar subir para a rodovia, a gente sobe”, afirmou.
A entidade presidida por Landim reúne cerca de 35 mil caminhoneiros. Estimativas do setor indicam que o Brasil possui aproximadamente 790 mil caminhoneiros autônomos e cerca de 750 mil motoristas celetistas, o que amplia o potencial de impacto de uma eventual paralisação.
As informações são do portal de notícias R7