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Saúde

Novo teste do SUS para detectar câncer de colo do útero está disponível em TM

Novo teste do SUS para detectar câncer de colo do útero está disponível em TM
Foto: João Risi/Ministério da Saúde
  • 08/06/2026 - 19:40
  • Atualizado 08/06/2026 - 19:40

O teste de biologia molecular DNA-HPV,  o teste de biologia molecular DNA-HPV, indicado para o rastreamento organizado do câncer de colo do útero, passou a ser oferecido na Rede Pública de Três de Maio. O teste está disponível nas Unidades Básicas de Saúde Viva Harmonia, Viva Bem, Viva Cuidar, Viva Mais, Viva Família e Viva Feliz, fortalecendo as ações de prevenção e cuidado com a saúde da mulher.

Recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a testagem de HPV é considerada padrão ouro para a detecção de casos de câncer de colo de útero e integra as estratégias propostas pela entidade para a eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030. A tecnologia detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV), identificando a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou de câncer em estágios iniciais, mesmo em mulheres assintomáticas.

Além de conferir maior sensibilidade diagnóstica, o teste reduz a necessidade de exames e intervenções desnecessárias, com intervalos maiores entre as coletas quando o resultado for negativo.

O teste molecular identifica a presença do material genético (DNA) do HPV, permitindo detectar o vírus antes mesmo do surgimento de lesões ou sintomas. A tecnologia é considerada um avanço no rastreamento do câncer do colo do útero, pois apresenta maior sensibilidade na identificação de infecções causadas pelos tipos de HPV associados ao desenvolvimento da doença.

Produzida pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a tecnologia substitui o exame citopatológico popularmente conhecido como papanicolau, que passará a ser realizado apenas para confirmação de casos em que o teste molecular der positivo.

No teste de DNA, a coleta é similar à do papanicolau e envolve a secreção do colo do útero, portanto, a mulher ainda precisa passar por um exame ginecológico. No entanto, ao invés de colocar a secreção em uma lâmina, ela é colocada em um tubo com líquido conservante, que vai para o laboratório, onde é feita a pesquisa do DNA do vírus. 

A incorporação do teste na rede pública brasileira pelo Ministério da Saúde, no início de 2024, passou pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a anteriormente ofertada no SUS.

A Secretaria de Saúde reforça a importância da realização periódica dos exames preventivos e do acompanhamento junto às equipes de saúde. A detecção precoce continua sendo uma das principais estratégias para reduzir os casos de câncer do colo do útero e garantir mais qualidade de vida às mulheres.