O preço médio do leite cru captado por laticínios em todo o país subiu em junho, chegando a R$ 2,7464 por litro, aumento de 3,02% frente a maio, mas queda de 0,86% na comparação com o mesmo mês de 2025, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA).
Com esse resultado, o preço do leite cru fecha o primeiro semestre com aumento acumulado de 33,1% e média de R$ 2,4659 por litro – esse valor, porém, está 14% abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (31/07) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
A valorização no campo ocorre em função da firmeza no mercado de derivados e do crescimento da captação mais lento do que o esperado em algumas regiões, afirma o Cepea. A captação de leite aumentou 2,76% de maio para junho; porém, no acumulado do ano, a queda é de 11,4%.
Já o custo operacional registrou estabilidade em junho, com pequeno avanço de 0,24%, resultado associado ao recuo nos preços das matérias-primas utilizadas nas rações, em contraposição ao aumento da demanda pelo produto. No acumulado do primeiro semestre, houve alta de 2,04%.
Pesquisa realizada pelo Cepea, com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), mostra que, em junho, enquanto os preços do queijo muçarela e do leite em pó mantiveram-se praticamente estáveis, com ligeiras altas de 0,08% e 0,38%, respectivamente, o valor do leite UHT registrou queda expressiva, de 3,07%, em relação a maio. Com isso, as médias foram de R$ 35,19/kg para a muçarela, de R$ 31,89/kg para o leite em pó e de R$ 4,53/litro para o UHT.
No mercado internacional, houve baixa de 4,17% nas importações de lácteos de maio para junho, totalizando 216,76 milhões de litros em equivalente leite, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com junho de 2025, as compras externas avançaram 35,11% e, ao considerar o primeiro semestre do ano, as compras externas estão 14% maiores que as do mesmo período do ano passado.
De acordo com o Cepea, diante do contexto em que os estoques reduzidos e o crescimento da captação mais lento mantiveram a concorrência pela matéria-prima elevada e adiaram o movimento de acomodação dos preços, a expectativa é de que o mercado deve apresentar estabilidade com viés de alta e que o terceiro trimestre seja marcado pelo aumento gradual da oferta.
As informações são do Globo Rural