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com ELISIANE LUDWIG

Agricultura

Agricultores atingidos pela estiagem pedem crédito emergencial e mais tempo para pagar dívidas

  • 13/01/2020 - 23:02
Agricultores atingidos pela estiagem pedem crédito emergencial e mais tempo para pagar dívidas
Site da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul
Uma lista com demandas para reduzir os efeitos sociais e econômicos da estiagem no Estado foi elaborada nesta segunda-feira (13) por entidades que representam os agricultores, como Fetag e Farsul, a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e o governo do Estado. Entre os 10 pontos prioritários, estão o pedido de abertura de linha de crédito emergencial a agricultores familiares, a prorrogação e a repactuação de dívidas e a prorrogação do calendário de plantio da soja e do milho  — duas das culturas mais atingidas. As informações são da Rádio Gaúcha.
O documento será encaminhado ao governador Eduardo Leite nesta terça-feira (13). Em seguida, as reivindicações serão levadas ao Ministério da Agricultura, que irá enviar técnicos ao Rio Grande do Sul para avaliar os prejuízos causados pela falta de chuva. A situação ocorre desde dezembro e, de acordo com o Piratini, deverá persistir até o final de fevereiro, com períodos de chuvas esparsas.
Para a vice-presidente da Famurs, o resultado da reunião mostra a força de mobilização da entidade.
- A Famurs conseguiu conduzir o encontro de ideias em torno de um bem maior, que é o nosso produtor rural - pontuou Fábia Richter.
Veja as 10 demandas do documento:
Proposta coletiva de ações para redução dos impactos sociais e econômicos da estiagem 2019/2020 no RS
1) Prorrogação de TODAS as dívidas dos produtores rurais que tenham origem no crédito rural pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias, tempo que se entende hábil para busca de soluções definitivas para os prejuízos decorrentes da estiagem;
2) Prorrogação das parcelas de TODOS os contratos de investimentos, inclusive os do âmbito do PSI, vincendas em 2020, para um ano após a última parcela, que hoje consta nestes contratos;
3) Repactuar em até 10 (dez) anos os valores do crédito agropecuário, mantendo os encargos contratuais;
4) Criar linhas de crédito, dentro do Manual do Crédito Rural, para as cooperativas, empresas e fornecedores, que permitam às mesmas repactuarem as dívidas dos produtores rurais atingidos pela estiagem;
5) Criação de uma linha de crédito emergencial para Agricultores Familiares com teto máximo de R$20.000,00 (vinte mil reais), com prazo de 5 (cinco) anos, sem taxas de juros. O crédito tem por objetivo a manutenção do capital de giro, principalmente para aqueles produtores que utilizaram os recursos próprios ou, ainda, para aqueles que fazem a compra e negociação direta nas casas de insumos agropecuários
6) Ampliação do zoneamento do plantio da soja para 31 de janeiro e do milho para 29 de fevereiro, com intuito de aumentar a janela de plantio, viabilizando o amparo do crédito oficial para o plantio mais tardio das culturas;
7) Aumento da cota em 50% (cinquenta por cento) por animal e 50% (cinquenta por cento) por limite de DAP do milho de balcão CONAB, como forma de suplementação da dieta da pecuária e ampliação dos locais de distribuição;
8) Antecipação dos pedidos do Programa Troca-troca de forrageiras e, também, o aumento do valor por beneficiário de R$ 300,00 (trezentos reais) para R$ 500,00 (quinhentos reais). O objetivo é antecipar o plantio e ampliar a disponibilidade das forrageiras de inverno para a pecuária;
9) Rebate ou prorrogação nos pagamentos do Programa Troca-troca, para amenizar o endividamento dos agricultores afetados pela estiagem;
10) Apoio estadual e federal de assistência social para agricultores familiares e trabalhadores de baixa renda não segurados, que não têm acesso ao crédito rural e que dependam exclusivamente da agricultura de subsistência.

 

Fonte: Reda