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Comércio

Sebrae-RS cria soluções para auxiliar pequenos negócios

  • 16/07/2020 - 09:41
Sebrae-RS cria soluções para auxiliar pequenos negócios
Site do Sebrae-RS

Micro e pequenas empresas travam uma luta na busca por recursos e, deste modo, continuarem a atuando em meio à crise da pandemia da Covid-19. Isto ficou mais evidente a partir de um estudo feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-RS) na primeira semana de abril. O objetivo foi fazer um levantamento das principais necessidades dos pequenos empreendedores e, em contrapartida, desenvolver medidas para socorrer este segmento da economia.

André Godoy, diretor-superintendente do Sebrae-RS, explica que a entidade fez uma articulação nacional na busca de uma solução emergencial, que se tornou realidade com a criação do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe). De acordo com Godoy, até 30 de junho, o fundo emprestou quase R$ 2 bilhões.

Assim como a criação do Fampe, Godoy também comemora a liberação, com a sanção da Lei nº 13.999/2020 pelo governo federal, da linha de crédito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

Entre as iniciativas de sucesso também estão as rodadas de negócios virtuais, produto desenvolvido pelo Sebrae do Rio Grande do Sul e presente, hoje, em vários estados brasileiros. Conforme explica Godoy, a medida permitiu levar, para o ambiente on-line, uma alternativa às reuniões presenciais de negócios, suspensas devido à pandemia.

Godoy cita também o marketplace, um novo produto chamado de A Sua Loja Sebrae, desenvolvido no Rio Grande do Sul para pequenos empreendimentos. O Sebrae oferece, gratuitamente, a hospedagem do negócio na plataforma, de maneira que o empreendedor possa ampliar os canais de vendas ao disponibilizar sua loja on-line, com os seus produtos, preços e sem custo algum.

Ele diz que as estratégias de sobrevivência dos negócios dependem de seus ramos de atividades. Existem aquelas que podem migrar do presencial para o digital e outras que não tem condições para realizar isto. Cita, por exemplo, um restaurante, que, não podendo abrir para atender ao público, tem condições de continuar faturando com o serviço de tele-entrega - contudo, é preciso um canal de comunicação com os clientes.

Estes canais podem ser por telefone, por meio de site ou outros, como aplicativos. É uma alternativa, segundo Godoy, para manter parte do faturamento enquanto o negócio estiver sem condições de operar plenamente. Por outro lado, Godoy destaca que as academias de ginástica e os salões de beleza dependem da presença do cliente e, deste modo, sofrem impacto maior em suas finanças.

Fonte: Jornal do Comércio