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Educação

Leite diz que calendário proposto não obriga retorno de aulas presenciais

  • 01/09/2020 - 20:49
  • Atualizado 01/09/2020 - 20:49
Leite diz que calendário proposto não obriga retorno de aulas presenciais
Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Em transmissão ao vivo nas redes sociais nesta terça-feira (1°/09), o governador Eduardo Leite detalhou o calendário para volta às aulas no Rio Grande do Sul após seis meses de paralisação pela Covid-19. 

A partir do dia 8 de setembro, as escolas da Educação Infantil estão autorizadas a retomar atividades presencias em regiões que estejam na bandeira laranja ou amarela por mais de duas semanas no modelo de Distanciamento Controlado. Leite reiterou que não se trata de uma determinação estadual, mas sim, um levantamento das restrições, cabendo aos prefeitos, as instituições de ensino e os pais, decidirem pelo retorno ou não. 

- Apresentamos hoje à Famurs e aos prefeitos uma projeção de datas para a retirada de restrições para instituições de ensino, para que os pais, os prefeitos e as instituições de ensino possam decidir. Não estamos estabelecendo uma determinação de retorno, mas um levantamento das restrições para que municípios, instituições de ensino e pais possam tomar a decisão de acordo com o nível de risco. - detalhou o governador Leite.

A Educação Infantil, de acordo com o governo do Estado, será a primeira a ter as restrições levantadas, a partir de 8 de setembro. Pela natureza do ensino nesta etapa da vida da criança, não é possível adotar o ensino remoto. Isso fez com que muitos pais e responsáveis tenham deixado de pagar as escolas privadas, que correm o risco de fechar. Caso isso ocorra, essas crianças terão de ser absorvidas pela rede estadual, que não terá capacidade de se adequar à demanda.

Além disso, a primeira infância é a mais importante etapa de aprendizagem do ser humano, principalmente os primeiros mil dias.

- É uma etapa de vida que não permite a adoção do ensino remoto e que, portanto, decidimos priorizar. Ao mesmo tempo que termos suspendido as aulas protegeu as crianças e as famílias em relação ao coronavírus, de outro lado também causa outros problemas de saúde, no desenvolvimento psíquico, motor, da capacidade socioemocional e cognitiva dessas crianças, e isso nos preocupa muito - destacou Leite.

O Ensino Superior, o Ensino Médio e o Ensino Técnico terão as restrições levantadas a partir de 21 de setembro. O Estado é o gestor da rede estadual de Ensino Médio e pretende retomar as aulas somente em 13 de outubro, devido ao prazo para aquisição de todos os materiais de higiene pessoal e contratação de recursos humanos.

Os anos finais do Ensino Fundamental poderão retornar a partir do dia 28 de outubro, e os anos iniciais, a partir de 12 de novembro.

Ao mesmo tempo em que levanta as restrições, permitindo que instituições de ensino e municípios que se considerem preparadas para a retomada escolar tenham essa possibilidade, o Estado vai manter o modelo híbrido de educação, por meio do ensino remoto. Na semana passada, foi disponibilizado o serviço de internet patrocinada para garantir o acesso de estudantes e educadores às aulas remotas, com investimento de cerca de R$ 8,5 milhões do governo do Estado e da Assembleia Legislativa. Dos 820 mil alunos da rede estadual, 650 mil já ativaram as contas educacionais no Google Sala de Aula.

Fonte: Com informações do Governo do Estado do Rio Grande do Sul