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Agricultura

Lançada campanha de valorização do trigo gaúcho

  • 21/03/2021 - 12:51
Lançada campanha de valorização do trigo gaúcho

Com o slogan “Trigo gaúcho! É bom, é gaúcho, é nosso”, foi lançada neste sábado (20/03) a campanha de valorização do trigo gaúcho com o apoio de entidades e organizações, da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) e da Emater-RS/Ascar.

A iniciativa da campanha é da Biotrigo Genética, empresa de pesquisa e melhoramento de trigo com sede em Passo Fundo, e conta com o apoio da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul  (Farsul), Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FeacoAgro), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (FETAG),  do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado do Rio Grande do Sul (Sinditrigo/RS) e Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria e de Massas Alimentícias e Biscoitos no Estado do Rio Grande do Sul (Sindipan/RS).

 André Cunha Rosa, diretor de Negócios e pesquisador da Biotrigo Genética, lembra que há alguns anos o trigo do Rio Grande do Sul era considerado, em média, de má qualidade e comprado pelos moinhos para misturar com grãos de outras procedências. Com o avanço da pesquisa e o aprimoramento das cultivares, hoje o produto gaúcho tem a preferência da indústria.

- O melhoramento permitiu essa mudança, trouxe liquidez para o produtor e está se refletindo no aumento da área plantada com trigo no Estado depois de muitos anos - afirma. 

Para a Emater/RS-Ascar, quanto mais relevância o cereal ganha, mais desenvolvimento econômico para o Estado, gerando empregos e renda. O gerente regional da entidade, Carlos Alberto Turra, destacou a importância do cereal para a economia do Estado.

- O produtor tem demonstrado um interesse renovado pela triticultura, com uso de ferramentas tecnológicas que incrementam a economia do Estado. O trigo integra sistemas de rotação de cultura, melhorando a fertilidade química e física do solo - reforça. 

Para Hamilton Jardim, diretor vice-presidente da Farsul e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva das Culturas de Inverno do Ministério da Agricultura, é preciso reconhecer a qualidade do trigo produzido em solo gaúcho.

- Ela aumentou muito e a gente pode elencar isso como uma grande vitória, fruto de uma genética maravilhosa que tem sido colocada à disposição dos produtores. O que é nosso é bom e isso é comprovado pelos padeiros, pelos sindicatos da indústria moageira gaúcha e nacional - destaca.

O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (FETAG), Carlos Joel da Silva, também aposta na genética como um dos principais fatores de valorização do cereal.

- Graças ao investimento na pesquisa, na genética, nós hoje temos variedades que produzem mais, que tem uma qualidade excelente e que vão fazer com que o produtor volte a investir na produção de trigo aqui no Rio Grande do Sul. Vivemos uma nova perspectiva para o produtor, para a indústria e para o consumidor - ressalta.

Em 2017, segundo dados do IBGE, 19.716 estabelecimentos do Estado cultivaram trigo. No Rio Grande do Sul, no ano de 2020, foram cultivados 955 mil hectares, conforme dados da Emater. Para 2021, as previsões são otimistas e a tendência é de que a área semeada aumente entre 10% e 20%. 

Fonte: Redação