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Javier Milei é eleito presidente da Argentina

Javier Milei é eleito presidente da Argentina
Facebook/Reprodução
  • 19/11/2023 - 20:47
  • Atualizado 19/11/2023 - 22:00

Javier Milei será o presidente da Argentina a partir de 10 de dezembro. Num segundo turno histórico, que manteve o país em suspense e foi decidido por uma margem muito maior do que o esperado, o candidato do La Libertad Avanza venceu Sergio Massa por quase 12 pontos, com 88% das mesas contabilizadas. Ele tomará posse em dezembro para 4 anos de mandato.

Massa não conseguiu separar sua candidatura da gestão de Alberto Fernández , que o nomeou ministro da Economia há 15 meses para tentar controlar a inflação e a pressão cambial. Massa reconheceu a derrota antes das 20h10, sem divulgação de resultados oficiais. Na província de Buenos Aires, onde o partido no poder apostava em fazer a diferença, existe um empate virtual.

Aos 52 anos, Milei será o 52º presidente do país e terá que enfrentar a pior crise econômica em décadas, com a maior inflação em mais de 30 anos, dois quintos da população vivendo na pobreza e forte desvalorização cambial. Desafios agravados por uma dívida externa bilionária e pela falta de reservas internacionais. Durante a campanha, ele encampou propostas radicais para atacar esses problemas, como promover a dolarização da economia Argentina e acabar com o Banco Central do país.

No documento oficial enviado à Justiça Eleitoral, as principais propostas de Milei para a Economia são:

- Eliminar gastos improdutivos do Estado e diminuir o tamanho do Estado
- Cortar o gasto com aposentadorias e pensões, visando um "sistema de capitalização privado"
- Privatizar empresas públicas deficitárias
- Retirar "imediatamente" todas as restrições cambiárias, que limitam as compras de dólares pelos argentinos
- Eliminar o Banco Central e promover a dolarização da economia
- Promover uma reforma tributária que "elimine e diminua impostos para potencializar o desenvolvimento dos processos produtivos"
- Concessões para a exploração de recursos naturais
- Promover uma reforma trabalhista que elimine as indenizações, substituindo-as por um sistema de seguro desemprego, além de "promover a liberdade de filiação sindical" e "reduzir os impostos ao trabalhador"
- Eliminar as retenções a exportações e direitos de importação