Na próxima quinta-feira (30/04), Santa Rosa recebe o Fenasoja Soy Summit - Carbono Zero, evento que antecede a abertura da Feira Nacional da Soja e propõe, em um único dia, conectar a soja brasileira ao mundo. O Soy Summit já surge como referência em grandes debates. O evento ocorre no Centro Cívico Cultural de Santa Rosa, das 8h às 17h, e reúne autoridades, cientistas e executivos para debater os rumos da cadeia produtiva em cinco eixos: visão internacional, clima e gestão, ambiente de negócios, ciência e produção e mercados.
Entre as presenças confirmadas estão Paulo Herrmann, Luiz Carlos Molion, Erasmo Battistella (B&8), Daniel Carnio Costa, Renato Buranello, Luciano Schwerz (Emater/RS-Ascar), Júnior Rosa de Almeida (Camera), Tiago Maique (Bayer), Tiago Carpenedo (IEE - Instituto de Estudos Empresariais do Rio Grande do Sul) e Jerônimo Georgen, embaixador do Soy Summit.
O recorte "Carbono Zero" no título do evento não é apenas uma escolha temática, é um posicionamento. Em 2026, a descarbonização deixou de ser pauta ambiental para se tornar condição de acesso a mercados. Regulações como o CBAM europeu e as crescentes exigências de rastreabilidade nas cadeias globais de alimentos colocam produtores e exportadores diante de uma realidade sem retorno: quem não souber medir, reduzir e comunicar sua pegada de carbono ficará fora das melhores rotas comerciais. O Brasil chega a essa conversa com vantagens reais - e o Soy Summit é o espaço para torná-las estratégia.
A agricultura é, ao mesmo tempo, um dos setores mais vulneráveis às mudanças climáticas e um dos que mais têm a ganhar com a transição energética. Os combustíveis verdes, a exemplo do etanol de cana e de milho, biodiesel de soja, SAF (Sustainable Aviation Fuel) e o biogás gerado a partir de resíduos agrícolas, representam hoje uma das fronteiras mais promissoras dessa transformação. Para a soja brasileira, esse cenário é especialmente relevante: o grão que alimenta o mundo também pode mover o mundo, e a cadeia produtiva já começa a capturar esse valor.
É nesse contexto que ganha centralidade a participação de Erasmo Battistella (B&8), que apresentará "Soja Além do Grão: Desenvolvimento, Energia e Agregação de Valor". A proposta é direta: mostrar como a soja pode ser vetor de descarbonização do transporte, da indústria e da própria agricultura, conectando o campo brasileiro à demanda global por energia limpa. O uso de máquinas agrícolas movidas a combustíveis renováveis, a eletrificação progressiva das operações de campo e a geração de energia a partir de resíduos da produção são caminhos que deixaram de ser experimentais para se tornarem economicamente viáveis e competitivos.
A agenda inclui ainda a participação de Tiago Maique (Bayer) e Tiago Carpenedo (IEE - Instituto de Estudos Empresariais do Rio Grande do Sul), que integrarão os painéis temáticos do evento, reforçando a convergência entre inovação agrícola, tecnologia e transição energética. A presença de perfis tão diversos - do direito ambiental à meteorologia, da agronomia às finanças - reflete a complexidade do desafio: descarbonizar a produção de soja exige respostas que nenhuma área isolada consegue dar.
Na mesma data, Santa Rosa entrega o Troféu Berço Nacional da Soja a personalidades ligadas à expansão da cultura no País. "A Fenasoja é, acima de tudo, a feira que representa o grão que transformou o Rio Grande do Sul e o Brasil - símbolo de desenvolvimento e prosperidade", disse Marcos Eduardo Servat, presidente da Fenasoja 2026.
O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de soja, com embarques superiores a 100 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a Conab. Os mais de 350 mil visitantes esperados na Fenasoja, de 1º a 10 de maio, terão acesso a mais de 600 expositores, eventos técnicos, palestras, shows e programação cultural ao longo de 10 dias. A entrada é gratuita para pedestres, viabilizada por parceria com o Sicredi União RS/ES.
Outras informações podem ser conferidas no link: https://soysummit.com.br/.