A programação oficial da distribuição da Chama Crioula de 2026 da 20ª Região Tradicionalista (RT) teve início nesta sexta-feira (04/09) com a realização de uma emocionante homenagem póstuma ao tradicionalista Paulo Alberto da Silva. A cerimônia ocorreu na propriedade da família, em Três de Maio, onde a chama permaneceu desde a chegada a cidade na terça-feira (1º de setembro), vinda de Rio Pardo, e contou com a presença da esposa Marta Bombardelli, dos filhos Frani, Danilo, Pedro e José, e dos irmãos Ivete, Luiz e Vilmar.
Paulo associou-se ao CTG Tropeiros do Buricá, em 1982, aos 22 anos, em 1982, junto com o irmão Vilmar, iniciando uma caminhada que faria parte de sua vida até seus últimos dias. Participou de diferentes patronagens e atuou nas mais diversas atividades da entidade.
Foi também um dos fundadores do Piquete Toco da Grápia, fortalecendo ainda mais sua ligação com a vida campeira e com o tradicionalismo.
Apaixonado pelos cavalos, pelos rodeios e pela vida campeira, tinha um carinho especial pelas cavalgadas da busca da Chama Crioula.
Participou de momentos que marcaram a história do tradicionalismo em Três de Maio e na região, levando consigo o espírito de companheirismo e o orgulho de manter viva a cultura gaúcha.
Esse amor pela tradição também fez parte da educação que deu aos filhos, transmitindo a eles o gosto pelos cavalos, pela vida campeira e pelos valores do tradicionalismo.
Antes de se tornar empresário no ramo de transportes, Paulo enfrentou os desafios da profissão de motorista de caminhão. Foram dias e noites na estrada, enfrentando cansaço e saudade, sempre movido pelo desejo de proporcionar aos seus uma vida melhor.
Mais tarde, tornou-se sócio proprietário, junto com os irmãos Luiz e Vilmar, da Da Silva Transportes. Posteriormente, abriu a Paulico Transportes, empresa que se tornou parte importante de sua história e que, após sua partida, continuou sendo administrada por seus filhos.
E entre os filhos que hoje ajudam a manter viva essa história está José da Silva, atual diretor Campeiro do Tropeiros do Buricá. Zeca, como é conhecido, segue os passos do pai e, continua levando adiante o legado que recebeu.