Em vista das grandes celebrações dos 400 anos das Missões Jesuítico-Guarani, a Diocese de Santo Ângelo se prepara para receber a relíquia de São Roque Gonzales, Protomártir do Rio Grande do Sul.
O coração de Roque Gonzales está guardado na Igreja dos Jesuítas na cidade de Assunção, no Paraguai, sob a custódia da Companhia de Jesus. A partir de tratativas realizadas pelo Diocese, a congregaçãoi autorizou a vinda da relíquia para a região no primeiro semestre de 2026, por ocasião do Jubileu Diocesano dos 400 anos das Missões.
De 03 a 18 de maio o Coração estará em peregrinação pelas foranias da diocese e locais especiais relacionados a história dos Santos Mártires das Missões. Cada forania organizará celebrações e momentos de oração e veneração de acordo com sua realidade.
A vinda da Relíquia do Coração de São Roque Gonzales tem por grande objetivo motivar o resgate da história e do legado das Missões e estimular a fé e a devoção aos Santos Mártires das Missões.
Confira o roteiro da peregrinação:
03/05 – São Nicolau
04/05 – São Luiz Gonzaga
05 a 06/05 – Santo Ângelo
07 e 08/05 – Três de Maio
09 e 10/05 – Santa Rosa
11 e 12/05 – Santo Cristo
13 e 14/05 – Cerro Largo
15/05 – Santuário de Assunção do Ijuí, Roque Gonzales
16 a 18/05 – Santuário do Caaró, Caibaté
Vida e trajetória missionária
Roque González de Santa Cruz (1576–1628) foi missionário paraguaio, membro da Companhia de Jesus, que desempenhou um papel crucial na história do sul do Brasil e do Paraguai ao fundar reduções jesuíticas.
Nascido em Assunção, em uma família da nobreza espanhola, Roque foi ordenado sacerdote diocesano aos 24 anos. Ele ingressou na Companhia de Jesus em 1609 para se dedicar inteiramente à evangelização dos povos indígenas.
Criou diversas comunidades (reduções) para proteger e educar os indígenas, incluindo a redução de São Nicolau e a de São Roque Gonzales no atual Rio Grande do Sul.
Atuou contra a exploração dos nativos por colonizadores, promovendo uma vida digna baseada no trabalho e na oração.
Martírio: Foi morto em 15 de novembro de 1628 em Caibaté (RS), juntamente com o padre Afonso Rodríguez, por ordem do cacique Nheçu, que resistia à influência cristã.
Relatos históricos afirmam que, após ser morto e seu corpo queimado, seu coração permaneceu intacto e "falou" aos seus algozes. Esta relíquia está hoje preservada na Igreja de Cristo Rei, em Assunção.